TPM

TPM ou TDPM: diferença, sintomas e tratamento

A diferença entre a tensão pré-menstrual e o transtorno disfórico pré-menstrual, e quando o quadro fica sério.

Equipe editorial HeyMom 🧠 Saúde do ciclo 2 min de leitura
TPM ou TDPM: diferença, sintomas e tratamento

A TPM (tensão pré-menstrual) atinge 80% das mulheres, enquanto o TDPM (transtorno disfórico pré-menstrual) atinge 3-8%. Os dois aparecem nas 1-2 semanas antes da menstruação e melhoram quando ela começa. A principal diferença é a intensidade e o prejuízo na rotina — o TDPM é um diagnóstico psiquiátrico sério.

Sintomas da TPM: oscilações de humor leves a moderadas, tensão, irritabilidade, sensibilidade, cansaço, alterações do sono, dor de cabeça, sensibilidade nos seios, inchaço, aumento do apetite (principalmente por doces/carboidratos), intestino preso, retenção de líquido. Atrapalha o dia a dia, mas é controlável e não prejudica muito os relacionamentos e o trabalho.

Sintomas do TDPM (critérios diagnósticos do DSM-5): pelo menos 5 sintomas na última semana antes da menstruação, sendo obrigatório 1 destes:

  • Oscilações de humor marcantes, tristeza/raiva repentinas
  • Irritabilidade marcante, vontade de discutir, mais conflitos com as pessoas
  • Humor deprimido marcante, desesperança, autocrítica
  • Ansiedade marcante, tensão, sensação de perder o controle
  • Entre outros 7 sintomas (menos interesse, dificuldade de concentração, cansaço, mudança de apetite, problema de sono, sensação de estar fora de controle, sintomas físicos), pode haver o número suficiente

Característica essencial do TDPM: os sintomas aparecem na fase lútea (da ovulação até o início da menstruação) e desaparecem POR COMPLETO alguns dias depois que a menstruação começa. O diagnóstico precisa ser confirmado por 2 meses seguidos de registro diário prospectivo (anotado dia a dia, daqui para frente). Um diagnóstico apressado é incorreto.

Mudanças no estilo de vida (tente primeiro, funcionam na TPM leve): exercício aeróbico regular (150 min/semana), cafeína abaixo de 200 mg/dia, menos açúcar e sal, preferência por carboidratos complexos, ômega-3 (peixe 2-3 vezes por semana ou suplemento). Sabe-se que suplementos de cálcio, magnésio e vitamina B6 ajudam; peça ao seu médico para definir a dose certa para você. Sono regular e controle do estresse (ioga, meditação) também ajudam.

Tratamento do TDPM: conforme a intensidade dos sintomas, o seu médico pode planejar reguladores hormonais ou tratamentos que apoiam o humor. Algumas opções podem ser usadas só na fase lútea, e o efeito pode ser rápido e direcionado. Se a resposta não for suficiente, outros planos de tratamento são considerados. Passar por esse processo com um especialista é o caminho mais seguro.

A TCC (terapia cognitivo-comportamental) tem evidência no TDPM: atenção plena (mindfulness), ressignificação de pensamentos, habilidades práticas para conflitos nos relacionamentos. Costuma ser mais eficaz combinada com medicação.

Querida, piadas sobre TPM são comuns, mas o TDPM não é brincadeira. Se a sua vida vira de cabeça para baixo 1-2 semanas por mês, isso não deve ser descartado como “coisa de mulher”. Existem tratamentos eficazes — ter a qualidade de vida que você merece é um direito seu.

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica. Consulte seu médico sobre qualquer assunto ligado à sua saúde.

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