LINGUAGEM

Fala e linguagem de 12 a 36 meses: marcos e formas de apoiar

Os marcos da fala aos 18 meses, 2 anos, 30 meses e 3 anos, crescer bilíngue, formas de apoiar a linguagem e quando procurar o médico: um guia do CDC e da AAP.

Equipe editorial HeyMom 📖 Recém-nascido 5 min de leitura
Fala e linguagem de 12 a 36 meses: marcos e formas de apoiar

A primeira palavra do seu bebê tem um lugar especial no seu coração. Depois vem uma palavra nova a cada dia e, em seguida, as primeiras frases. Nessa fase, a pergunta mais comum é esta: o meu filho está falando no tempo certo? Este guia se baseia nas informações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) e da Academia Americana de Pediatria (AAP).

O que os marcos dizem? Segundo o CDC, os marcos do desenvolvimento são coisas que a maioria das crianças, ou seja, 75% ou mais, consegue fazer até uma certa idade. A AAP também lembra que as crianças se desenvolvem em ritmos diferentes e que os marcos são só uma orientação. Por isso, você pode ver pequenas diferenças entre as fontes: a AAP diz que aos 2 anos a maioria das crianças fala cerca de 50-100 palavras, enquanto o CDC, por usar como referência o ponto que pelo menos 75% das crianças alcançam, coloca as cerca de 50 palavras aos 30 meses. Compare o seu bebê com esses marcos, e não com outras crianças.

Aos 18 meses (CDC):

  • Tenta falar três palavras ou mais além de "mamãe" e "papai".
  • Segue instruções de um só passo dadas sem gestos. Por exemplo, quando você diz "Me dá isso", ele entrega o brinquedo.

Aos 2 anos (AAP):

  • Forma algumas expressões de duas palavras, como "papai foi", "boneca minha", "acabou tudo".
  • Talvez forme também algumas frases de três palavras, como "Eu quero água".
  • Consegue falar cerca de 50-100 palavras.
  • Aponta muitas partes do corpo e objetos de uso comum.
  • Segue sem gestos uma instrução de um só passo, como "Coloque o seu copo na mesa".
  • Outras pessoas entendem mais ou menos metade do que ele fala.

Aos 30 meses (CDC):

  • Fala cerca de 50 palavras.
  • Junta duas palavras ou mais, uma delas indicando ação, como "cachorro corre".
  • Diz o nome dos objetos quando você aponta num livro e pergunta "O que é isso?".
  • Usa palavras como "eu", "mim" e "nós".

Aos 3 anos (CDC):

  • Conversa com você com pelo menos duas trocas de falas de cada lado.
  • Faz perguntas com "quem", "o que", "onde" e "por que".
  • Conta o que está acontecendo numa figura ou num livro, por exemplo "está correndo", "está comendo".
  • Diz o próprio nome quando perguntam.
  • Na maior parte do tempo, fala de forma clara o bastante para outras pessoas entenderem.

Crescer bilíngue não causa atraso: se em casa se fala outra língua além do português, fique tranquila. Segundo a AAP, ouvir mais de uma língua não causa atraso no desenvolvimento da comunicação nem distúrbio da fala, e não confunde a criança. Os marcos são os mesmos, seja qual for o número de línguas que ela ouve. Ao contar as palavras de uma criança bilíngue, conte as duas línguas juntas: o total de palavras deve ser mais ou menos igual ao de uma criança da mesma idade que aprende uma só língua. Misturar as línguas numa frase é normal; segundo a AAP, as crianças geralmente conseguem separar as línguas por volta dos 3 anos. A AAP recomenda que os pais falem com a criança na língua em que se sentem mais à vontade.

Como apoiar a linguagem? As recomendações do CDC e da AAP:

  • Converse, brinque e leia livros juntos bastante.
  • Acrescente algo ao que ele diz: se ele disser "au", diga "Isso, é um cachorro. O cachorro faz au-au".
  • Se possível, fale de frente para ele, abaixando-se até a altura dos olhos dele.
  • Faça perguntas como "O que é isso?", "O que está acontecendo na figura?", "O que vai acontecer depois?".
  • Ensine músicas e cantigas simples.
  • O CDC não recomenda tela para crianças com menos de 2 anos, exceto videochamada. Aos 30 meses e aos 3 anos, recomenda limitar a tela a no máximo 1 hora por dia de um programa infantil assistido com um adulto ao lado e, aos 3 anos, não colocar tela no quarto da criança.

Não se esqueça da audição: segundo a AAP, o atraso na linguagem às vezes pode ser sinal de perda auditiva, de atraso no desenvolvimento em outras áreas ou de transtorno do espectro autista. Por isso, o médico pode pedir um teste de audição e encaminhar para um fonoaudiólogo. Por exemplo, se ele parece ouvir a buzina do carro ou o miado do gato, mas não reage quando você chama pelo nome, esse é um sinal que você precisa contar ao médico.

Quando procurar o médico? O CDC diz: "Não espere". Procure o pediatra ou o médico de família e peça uma avaliação do desenvolvimento se:

  • A criança não alcançou um ou mais desses marcos, por exemplo, se aos 18 meses não tenta falar pelo menos três palavras além de "mamãe" e "papai"
  • Perdeu uma habilidade que já tinha, parou de falar
  • Parece não perceber que você está no cômodo ou não reage a alguns sons
  • Prefere brincar sozinha e ignora os outros
  • Consegue recitar o alfabeto ou cantar jingles de propaganda, mas não consegue pedir com palavras algo que quer
  • Você tem alguma outra preocupação

Segundo a AAP, se o médico disser "não se preocupe, ele alcança" e você não ficar tranquila, é certo pedir uma segunda opinião ou procurar um fonoaudiólogo. A AAP destaca que, mesmo havendo atraso, o apoio precoce pode fazer uma grande diferença.

Querida mamãe, cada conversa com o seu filho, cada história que você lê, cada canção de ninar que você canta é uma palavra a mais no tesouro de linguagem dele. Ninguém o conhece melhor do que você. Se tiver alguma dúvida, não hesite em perguntar, e nunca se esqueça do valor da sua voz.

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica. Consulte seu médico sobre qualquer assunto ligado à sua saúde.

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