Guia da amamentação: um bom começo
Pega correta, posições, problemas comuns e soluções.

Embora a amamentação seja um processo natural, ela é uma habilidade que se aprende, tanto para a mãe quanto para o bebê. A OMS e o UNICEF recomendam amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses e, depois, manter o leite materno junto com a alimentação complementar até os 2 anos. Cada história de amamentação é diferente, e a sua vai ter o próprio ritmo.
Pega correta: a boca do bebê deve estar bem aberta, abocanhando não só o mamilo, mas também a aréola (a parte escura ao redor). O lábio inferior fica virado para fora e o queixo encosta no peito. Se amamentar dói, provavelmente a pega não está certa: você pode soltar a boca do bebê com delicadeza e tentar de novo.
Posições: a tradicional, com o bebê deitado no seu colo, barriga com barriga (a mais comum), a posição invertida ou “bola de futebol americano” (confortável depois de uma cesárea), deitada de lado (ideal para as mamadas da noite) e a amamentação biológica (você reclinada, com o bebê sobre o peito). Cada mãe se adapta melhor a uma posição; experimentando, você descobre a mais confortável para você.
Problemas comuns e soluções: para fissuras no mamilo, a pega correta e a pomada de lanolina podem ajudar. No ingurgitamento (peito empedrado), mamadas frequentes e compressas frias podem aliviar. Em caso de ducto entupido, a orientação atual (ABM 2022) é usar compressas frias, fazer uma massagem linfática bem leve, que mal toca a pele, e amamentar em livre demanda; massagem profunda, calor e tirar leite a mais para esvaziar o peito podem piorar o inchaço. Se surgir mastite (febre e vermelhidão), é importante falar com seu médico, pois pode ser preciso antibiótico. A forma mais eficaz de aumentar a produção de leite é amamentar com frequência.
Ferramentas que ajudam neste tema
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