Calendário de vacinação do bebê: guia de 0 a 24 meses
As vacinas do calendário infantil, as vacinas adicionais e quando cada uma é aplicada.

As vacinas são a forma mais eficaz de proteger o seu bebê de doenças que podem matar. O Programa Nacional de Imunizações (PNI), no Brasil, e o Programa Nacional de Vacinação (PNV), em Portugal, protegem gratuitamente contra mais de uma dezena de doenças. Este guia resume um calendário típico de 0 a 24 meses e as vacinas adicionais (opcionais). As vacinas exatas e as datas variam de país para país, então siga sempre o calendário indicado pelo seu pediatra.
Vacinas ao nascer:
- Hepatite B (1ª dose) — nas primeiras 24 horas
Observação: o momento da BCG (tuberculose) depende do país. No Brasil, faz parte do calendário e é aplicada ao nascer ou logo depois; em Portugal, é dada apenas a bebês com maior risco. Siga o calendário do seu país.
Por volta dos 2 meses (consulta de puericultura):
- Vacina combinada (penta/hexa): DTP-VIP-Hib (difteria, coqueluche, tétano, poliomielite, meningite por Hib) — em alguns países a combinação injetável também cobre a hepatite B
- Vacina pneumocócica conjugada
- Rotavírus (oral), onde faz parte do calendário
Observação: onde a BCG é aplicada nessa fase, ela vai no ombro, por via intradérmica; formar uma cicatriz é normal, não é preciso apertar nem limpar.
4 meses: vacina combinada (2ª dose), pneumocócica (2ª dose). 6 meses: vacina combinada (3ª dose), hepatite B (3ª dose, se ainda não estiver incluída na combinada). A proteção contra a poliomielite está na vacina injetável; alguns países acrescentam doses de reforço com a vacina oral (VOP).
12 meses: pneumocócica (reforço), tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) — 1ª dose, varicela (catapora) — 1ª dose. 18 meses: vacina combinada (reforço), hepatite A (1ª dose). 24 meses: hepatite A (2ª dose).
Vacinas adicionais (conforme o país, podem ser pagas na rede privada):
- Rotavírus (RotaTeq 3 doses ou Rotarix 2 doses) — não está em todos os calendários nacionais; se o pediatra recomendar, a primeira dose deve ser dada entre a 6ª e a 15ª semana de vida
- Meningocócica ACWY e B — se o pediatra recomendar
- Gripe (influenza) — todo ano a partir dos 6 meses, antes da temporada de gripe
- HPV — a partir dos 9 anos (meninas e meninos)
Depois da vacina: 30-40% dos bebês têm febre baixa, vermelhidão ou ficam mais irritados. Pergunte ao pediatra ou ao farmacêutico se é preciso um antitérmico e qual dose usar. Se o seu bebê tem menos de 3 meses, ligue imediatamente para o pediatra diante de qualquer febre de 38 °C ou mais, mesmo depois de uma vacina. Dar antitérmico de forma preventiva (profilática) não é mais recomendado — pode reduzir a resposta de anticorpos. Emergências são raras: febre alta (acima de 39 °C, que dura 24 horas), anafilaxia (inchaço no rosto, dificuldade para respirar, manchas na pele), convulsões → pronto-socorro imediatamente.
Vacinas atrasadas: se uma vacina ficou para trás, não se recomeça do zero — continua-se de onde parou. O pediatra ou a UBS (no Brasil) e o centro de saúde (em Portugal) podem colocar o calendário em dia. Guarde a Caderneta da Criança ou o Boletim de Saúde Infantil; o registro de vacinas costuma ser pedido na matrícula escolar.
Mitos: “Vacinas causam autismo” — desmentido várias vezes, não há nenhuma evidência científica. “Vacinas sobrecarregam o sistema imunológico” — o bebê entra em contato com milhares de antígenos todos os dias; os poucos antígenos de uma vacina são microscópicos. “É melhor pegar a doença de forma natural” — há risco de danos permanentes, como morte, surdez e infertilidade. Tome decisões baseadas em evidências pela saúde dos seus filhos e confie no seu pediatra.
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