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FIV e inseminação intrauterina: o processo passo a passo

Quando buscar ajuda, para quem é a inseminação, as etapas da FIV, as taxas de sucesso, os riscos e a cobertura.

Equipe editorial HeyMom 💗 Planejando a gravidez 6 min de leitura
FIV e inseminação intrauterina: o processo passo a passo

Às vezes, engravidar leva mais tempo do que você esperava, e isso é muito comum. Hoje, os tratamentos de reprodução assistida dão a milhões de famílias a chance de ter um filho. Este guia explica passo a passo a inseminação intrauterina (IIU) e a fertilização in vitro (FIV). As informações se baseiam no NHS, o sistema nacional de saúde do Reino Unido; na HFEA, o órgão regulador da reprodução assistida do Reino Unido; no NICE; e no Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG). O plano de tratamento é diferente para cada casal; a palavra final é sempre do seu médico.

Quando buscar ajuda?

  • O NHS recomenda procurar um médico se a gravidez não acontecer depois de 1 ano de relações sexuais regulares.
  • O ACOG e a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) recomendam procurar um médico se você tem 35 anos ou mais e não engravidou em 6 meses, e uma avaliação ainda mais cedo a partir dos 40. O NHS também recomenda que mulheres com 36 anos ou mais procurem ajuda mais cedo.
  • Se a sua menstruação é muito irregular, ou você tem endometriose, problema nas trompas ou SOP já conhecidos, ou o seu parceiro tem um problema de sêmen conhecido, procure ajuda sem esperar.
  • O primeiro passo geralmente inclui exames hormonais, ultrassom, um raio X que mostra se as trompas estão abertas e um espermograma do parceiro.

O que é a IIU? No momento da ovulação, o sêmen lavado e preparado em laboratório é colocado diretamente no útero por um cateter fino. É um procedimento curto e indolor; segundo o NHS, costuma levar menos de 10 minutos.
Etapas:

  • Verificar se as trompas estão abertas
  • Remédios para apoiar o desenvolvimento dos óvulos, se necessário
  • Acompanhamento com ultrassom
  • Injeção de “gatilho” para desencadear a ovulação
  • Colocação do sêmen no útero
  • Teste de gravidez cerca de 2 semanas depois

Para quem a IIU é indicada? Pode ser tentada em casais com as trompas abertas, com contagem de espermatozoides não muito baixa e com problema de ovulação tratável. O benefício é limitado para casais com trompas obstruídas, endometriose grave ou contagem de espermatozoides muito baixa. A chance de sucesso é menor que a da FIV; segundo a HFEA, geralmente cerca de um terço da chance da FIV. Na atualização de 2026, a diretriz NICE do Reino Unido oferece a casais com 2 anos de infertilidade sem causa aparente até 4 ciclos de IIU com apoio de remédios antes da FIV, ou ir direto para a FIV. Em alguns sistemas de saúde, a cobertura da FIV exige que outros tratamentos tenham sido tentados antes sem sucesso, por isso métodos como a IIU muitas vezes vêm primeiro. O seu médico vai decidir o caminho certo para você.

A FIV passo a passo: segundo o NHS e a HFEA, um ciclo de FIV leva cerca de 3-6 semanas, conforme o protocolo.

  • 1. Estímulo dos ovários: injeções de hormônio todos os dias por cerca de 10-14 dias. Geralmente você mesma pode aplicar em casa.
  • 2. Acompanhamento: exames de sangue e ultrassom acompanham o crescimento das bolsinhas dos óvulos (folículos).
  • 3. Injeção de gatilho: quando os folículos estão grandes o bastante, uma última injeção faz os óvulos amadurecerem.
  • 4. Coleta dos óvulos: cerca de 1,5 dia depois, com sedação leve ou anestesia, os óvulos são coletados pela vagina com uma agulha guiada por ultrassom. O procedimento leva cerca de 20-30 minutos.
  • 5. Fertilização: no laboratório, os óvulos são unidos ao sêmen do parceiro. Se houver problema no sêmen, um único espermatozoide é injetado em cada óvulo (injeção intracitoplasmática de espermatozoide, ICSI).
  • 6. Desenvolvimento do embrião: os embriões são acompanhados no laboratório por 2-6 dias.
  • 7. Transferência do embrião: o melhor embrião é colocado no útero por um tubo fino. Geralmente é indolor e não precisa de anestesia.
  • 8. Tratamento de suporte: remédios hormonais (óvulos vaginais, gel ou injeções) são usados para preparar o revestimento do útero.
  • 9. Teste de gravidez: segundo o NHS, cerca de 16 dias depois da transferência. A sua clínica vai informar a data exata; testar cedo demais pode dar um resultado falso.
  • 10. Congelamento: os embriões de boa qualidade que sobrarem podem ser congelados e usados em tentativas futuras.

Quantos embriões são transferidos? O número máximo é definido pelas normas de cada país e pelo critério da sua clínica, muitas vezes conforme a idade da mulher e a tentativa. O objetivo de limitar o número de embriões é reduzir os riscos de gravidez de gêmeos e trigêmeos. A transferência de um único embrião é mais segura para o bebê e para a mãe. Pergunte à sua clínica quais regras se aplicam a você.

Taxas de sucesso: o fator que mais influencia o sucesso é a idade da mulher. Segundo os dados de 2024 da HFEA, a taxa de nascimento por embrião transferido, em transferências a fresco e congeladas com os próprios óvulos, é de:

  • Cerca de 38% entre 18 e 34 anos
  • Cerca de 8% entre 43 e 44 anos
  • Cerca de 30% em média, considerando todas as idades

Esses números variam de clínica para clínica e de pessoa para pessoa. Não conseguir na primeira tentativa não significa fracasso; muitos casais chegam lá depois de algumas tentativas.

Riscos e pontos de atenção:

  • Síndrome de hiperestimulação ovariana (SHO): uma resposta exagerada aos remédios pode causar inchaço e dor na barriga. Se você tiver falta de ar, dor no peito, dor forte na barriga ou estiver urinando bem menos, fale com o seu médico ou vá ao pronto-socorro imediatamente.
  • Gravidez múltipla: se mais de um embrião for transferido, a chance de gêmeos aumenta. A gravidez múltipla tem risco maior de parto prematuro e de baixo peso ao nascer.
  • Gravidez ectópica: é rara, mas pode acontecer.
  • Carga emocional: injeções, períodos de espera e incerteza podem ser exaustivos. Conversar com o parceiro, com pessoas queridas ou com um psicólogo é uma parte importante do processo.

Marco legal: as leis sobre reprodução assistida variam muito de um país para outro: quem pode ter acesso ao tratamento, se é permitido usar óvulos ou sêmen de doador, por quanto tempo e em que condições os embriões congelados podem ser guardados. Congelar os embriões que sobram geralmente exige o consentimento dos dois parceiros. Confira com a sua clínica as regras que valem no seu país.

Cobertura e custos: se o tratamento é coberto pelo sistema público ou por um plano de saúde, e com quais condições (idade, número de ciclos cobertos, parte que você paga), depende de cada país e sistema de saúde. Como as condições mudam, confirme as informações atualizadas com o seu plano, o serviço de saúde ou o centro de tratamento antes de começar.

Cuide de si durante o tratamento: tenha uma alimentação equilibrada, evite cigarro e álcool e tome o ácido fólico que o seu médico recomendar. Estar num peso saudável favorece as chances de sucesso. Ao escolher uma clínica, considere a experiência, a transparência com que ela divulga as taxas de sucesso e o tempo que dedica às suas perguntas.

Querida futura mamãe, essa jornada pede paciência e coragem. Você tem todo o direito de perguntar sobre cada etapa, de entendê-la e de fazer uma pausa quando precisar. Você e o seu parceiro não estão sozinhos nisso; pedir apoio não é fraqueza, é gentileza consigo mesma.

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica. Consulte seu médico sobre qualquer assunto ligado à sua saúde.

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